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Setor da maçã se recupera de safras adversas e deve aumentar exportações em mais de 300%

Setor da maçã projeta aumento de exportações na safra 2025/26 e melhoria na produção

O setor da maçã brasileiro apresenta sinais de recuperação para a safra 2025/26, com expectativas de colheita entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas. Esses volumes representam um crescimento de aproximadamente 23,5% a 35,3% em relação ao ciclo 2024/25, que somou cerca de 850 mil toneladas, conforme dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

Além da produção, as vendas externas também ganham destaque: a projeção de exportação é de 60 mil toneladas, aumento de 338% frente às 13,7 mil toneladas embarcadas na temporada anterior. O crescimento é atribuído ao rendimento mais próximo do esperado após as safras adversas provocadas pelo excesso de chuva na Região Sul, principal polo produtor, no segundo semestre de 2023 e em maio de 2024. Segundo Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da ABPM, o setor historicamente prioriza o mercado interno e exporta entre 5% e 10% do que produz; nas últimas duas safras, praticamente não houve excedente para exportação, levando os exportadores a manter volumes baixos apenas para manter relacionamento com importadores.

O que mudou na safra 2025/26

A projeção de patamar de produção indica recuperação aos patamares médios anteriores, o que deve permitir ao setor manter um equilíbrio entre oferta interna e exportações. A maior disponibilidade de maçã, aliada ao aumento do preço médio em dólar, tende a estimular a volta a volumes exportados mais expressivos, sem abandonar a prioridade de atendimento ao mercado interno.

Mercados e exportações

Entre os principais mercados da maçã brasileira estão Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido e Arábia Saudita. A combinação de produção mais robusta e preço em dólar mais elevado está sendo apontada como fator de retomada gradual das exportações, com o setor mantendo a estratégia de distribuir a maior parte da produção no mercado interno.

  • Exportação prevista: 60 mil toneladas, alta de 338% comparada à temporada anterior (13,7 mil toneladas).
  • Histórico de exportação: tradicionalmente exporta entre 5% e 10% do que produz; nas últimas duas safras houve reduzido excedente para vendas externas.
  • Mercados-chave: Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido e Arábia Saudita.

Qualidade e competitividade

A qualidade dos frutos na safra atual é apontada como um aspecto positivo pelo setor. De acordo com a ABPM, os pomares estão produzindo maçãs com excelente coloração, maior suculência, equilíbrio entre açúcar e acidez e tamanho superior aos registrados em anos anteriores. Esses atributos agregam valor comercial e fortalecem a competitividade do produto brasileiro tanto no mercado interno quanto no externo.

Para marcar o início da colheita, a ABPM organizou a abertura oficial da safra 2025/2026 em 7 de fevereiro de 2026, em Vacaria, RS. O evento será realizado no Pomar Cantina – Rasip Agro (Rodovia BR-116, Km 33, s/n – Zona Rural – Vacaria – RS), com início às 9h30. O presidente da ABPM, Francisco Schio, destaca que a abertura simboliza uma safra dentro da normalidade produtiva, com qualidade e volumes equilibrados. Ele ressalta ainda que o setor é altamente tecnificado, gera milhares de empregos e continua investindo em inovação e sustentabilidade, fortalecendo o Brasil como produtor competitivo e confiável.

Impactos práticos

  • Para empresas: a expectativa de crescimento da produção e de exportação implica planejamento de estoques, gestão de volumes entre mercado interno e externo, além de monitoramento das oscilações cambiais e de preços em dólar.
  • Para produtores rurais: a recuperação dos patamares de produção exige planejamento agrícola, manejo de pomares e atenção à qualidade, que pode abrir portas tanto no mercado doméstico quanto nos mercados internacionais.
  • Para profissionais da saúde: maior oferta de maçã de alta qualidade pode favorecer programas de promoção de consumo de frutas e ações de nutrição, mantendo a maçã como opção nutritiva no cardápio.
  • Para empregadores: o setor é descrito como altamente tecnificado e gerador de milhares de empregos; a tendência de recuperação sustentada reforça a necessidade de investimentos em inovação e práticas sustentáveis.

Conclusão

As perspectivas para a maçã na safra 2025/26 indicam um cenário mais estável, com recuperação da produção e incremento significativo nas exportações, mantendo o foco no mercado interno. Empresas, produtores e profissionais ligados ao setor devem acompanhar de perto as evoluções climáticas, a demanda internacional e as políticas de comércio exterior, buscando orientação profissional para planejamento, obrigações fiscais e melhores práticas de gestão.

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