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Arroba do boi gordo a R$ 340 ou R$ 370? Copa do Mundo e China definirão preços

Arroba do boi gordo deve se manter entre R$ 340 e R$ 345 até junho, aponta Scot Consultoria

O preço da arroba do boi gordo deve se manter estável entre R$ 340 e R$ 345 no final de maio e ao longo de junho, mantendo distância dos patamares próximos a R$ 370 observados no primeiro quadrimestre, em São Paulo. A projeção é de Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria. O movimento de queda é atribuído a uma oferta mais estável por conta da entressafra do capim e da maior chegada de bovinos ao mercado.

No entanto, o fator de maior peso, segundo o analista, é a menor demanda de exportação e a competição interna com carne de frango e suína, já que, em termos anuais, os cortes bovinos atingiram patamar alto, enquanto as proteínas concorrentes seguiram trajetória oposta.

Quanto a políticas comerciais, não há indicativos de acertos entre autoridades chinesas e brasileiras sobre o pedido do Brasil de preencher a cota de exportação de outros países que não estão conseguindo atender à parte a que competem nas entregas ao gigante asiático. A Austrália surge como concorrente, que também pleiteia uma fatia maior diante de números de entrega abaixo do esperado de outros fornecedores, como os Estados Unidos.

Copa do Mundo pode frear baixas

À medida que a demanda chinesa pela carne bovina brasileira tende a se enfraquecer nos próximos meses, a demanda interna tende a aumentar entre 11 de junho e 19 de julho, por conta do período da Copa do Mundo. Estudos apontam um aumento de 10% no consumo de proteínas nesse período. Além disso, quando se analisam anos em que o evento ocorre, somando as eleições, a tendência é de aumentos de preço no segundo semestre, em comparação com anos sem esses acontecimentos.

Comportamento do atacado na semana

O mercado atacadista apresentou preços levemente mais fracos para a carne bovina ao longo desta semana. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, a expectativa é de continuidade do movimento de queda durante a segunda quinzena de maio. “É um período pautado por menor apelo ao consumo diante da descapitalização do consumidor médio. Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial com a carne de frango”, contextualiza.

Na semana, o quarto traseiro bovino fechou a R$ 27,00 por quilo, o dianteiro ficou em R$ 21,00 por quilo e a ponta de agulha foi precificada a R$ 20,00 por quilo.

Exportação de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 913,250 milhões nos primeiros dez dias úteis de maio, com média diária de US$ 91,325 milhões. A quantidade total exportada atingiu 141,349 mil toneladas, com média diária de 14,135 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 10.381,10.

Em relação a maio de 2025, houve alta de 69,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,2% no preço médio.

Fonte: Canal Rural

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