Colheita de café no Brasil alcança 30% da safra 2026/27, mas segue atrasada
Colheita de café no Brasil alcança 30% da safra 2026/27, mas segue atrasada em relação aos anos anteriores
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 avançou para 30% da área estimada até o dia 10 de junho, segundo o levantamento semanal da Safras & Mercado. O índice representa um crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 33% observada nos últimos cinco anos.
O café canéfora (conilon/robusta) continua liderando os trabalhos de campo, com 43% da produção já colhida. Contudo, esse percentual também está abaixo do desempenho do ano passado e da média quinquenal, ambos em 49%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita alcançou 39% da safra, com atraso relacionado principalmente à maturação mais tardia das lavouras nesta temporada.
Já a colheita do café arábica atingiu 23% da produção, ficando abaixo dos 26% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 25% dos últimos cinco anos. Segundo o analista Gil Barabach, as chuvas têm dificultado o avanço dos trabalhos, especialmente na região Sul de Minas Gerais. Apesar dos atrasos observados até o momento, as perspectivas para a safra seguem positivas, com primeiros resultados apontando boa qualidade dos grãos, com destaque para a peneira, um indicador importante para a valorização comercial do café brasileiro.
O que mudou com a safra 2026/27
- Colheita total: 30% da área estimada, avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana anterior; ainda abaixo de 35% em 2025 e da média de 33% dos últimos cinco anos.
- Conilon/Robusta: 43% da produção já colhida; desempenho abaixo de 49% observado no ano anterior e da média de 49% nos últimos cinco anos.
- Espírito Santo: 39% da safra de conilon; atraso associado principalmente à maturação mais tardia.
- Café arábica: 23% da produção colhida; abaixo de 26% em 2025 e da média de 25% dos últimos cinco anos; chuvas dificultando o avanço, especialmente no Sul de Minas Gerais.
- Perspectivas de qualidade: esperam-se boa qualidade dos grãos, com destaque para a peneira, indicador de valorização comercial.
Cuidados e próximos passos para o ciclo de colheita
Mesmo com o avanço, os atrasos precisam ser monitorados, principalmente por impactos na logística, na comercialização e em contratos de fornecimento. A atenção aos fatores climáticos e à qualidade do grão, especialmente a peneira, pode influenciar a valorização mercadológica do café brasileiro ao longo da safra.
Impactos práticos
- Empresas: o ritmo de colheita influencia planejamento de suprimentos, produção, exportação e negociação de contratos. A marcação de prazos pode requerer ajustes conforme a evolução da colheita.
- Produtores rurais: atrasos na maturação e chuvas dificultam o avanço da colheita, o que pode impactar o calendário de atividades e o fluxo de caixa ao longo da safra.
- Profissionais da saúde: não há impactos diretos apontados no material fornecido.
- Empregadores: a sazonalidade da colheita pode influenciar a demanda por mão de obra temporária e os custos operacionais associados.
Conclusão
A safra 2026/27 de café apresenta avanço significativo na colheita, mas permanece atrasada em relação aos dados históricos de referência. A evolução das áreas colhidas, aliada à qualidade dos grãos (com destaque para a peneira), será determinante para o desempenho comercial ao longo da temporada. Acompanhamento profissional e atenção às obrigações e estratégias de fornecimento são recomendações prudentes para empresas, produtores rurais e gestores.
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