Inadimplência rural atinge 8,2% em 2025, maior patamar da série
Inadimplência rural atinge 8,2% em 2025; decisões sobre espécies exóticas e queda de preços do milho
A inadimplência no agronegócio brasileiro fechou 2025 em o maior patamar já registrado pela série trimestral da Serasa Experian. No quarto trimestre, o índice atingiu 8,2% da população rural, diante de 7,2% no mesmo período de 2024. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, houve alta de 0,2 p.p., sinalizando desaceleração na velocidade de piora, mas mantendo o quadro de pressão financeira no campo. Esse panorama é relevante para empresas, contadores e contribuintes, pois impacta crédito, planejamento financeiro e gestão de riscos no agronegócio.
O que mudou
Os dados indicam que a inadimplência rural atingiu 8,2% no 4º trimestre de 2025, frente a 7,2% no 4º trimestre de 2024. Em relação ao 3º trimestre de 2025, houve incremento de 0,2 p.p., apontando desaceleração na taxa de piora, mas sem reversão do quadro de pressão financeira no campo.
Decisão sobre espécies exóticas
A Comissão Nacional de Biodiversidade decidiu adiar por 90 dias a deliberação sobre a inclusão da tilápia e de outras espécies acícolas na lista nacional de espécies exóticas invasoras. A medida ocorreu após forte reação do setor produtivo e de órgãos ligados à pesca e à aquicultura, abrindo espaço para novas discussões técnicas entre governo, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva.
Preços do milho
Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo CPEIA, com o início da colheita da segunda safra 2025/2026. A colheita se concentra apenas nos estados do Paraná e de Mato Grosso, e os preços estão em patamares inferiores aos do início da temporada anterior. Nas regiões de Sorriso, Mato Grosso, e Norte do Paraná, as médias parciais de maio estão 11,8% inferiores às de maio de 2025.
- Início da colheita da segunda safra 2025/2026.
- A colheita está concentrada nos estados do Paraná e de Mato Grosso.
- Preços em patamares inferiores aos do início da temporada anterior.
- Regiões de Sorriso (MT) e Norte do Paraná registram queda de 11,8% em maio de 2025 para maio de 2026.
Impactos práticos
- Empresas: maior risco de crédito no setor rural pode exigir gestão de risco mais rigorosa, renegociação de prazos e avaliação de estoque e cobrança.
- Produtores rurais: aumento da pressão financeira, necessidade de planejamento de fluxo de caixa, revisão de condições de financiamento e estratégias de venda ante a queda de preços.
- Profissionais da saúde: não há menção direta no conteúdo fornecido; impactos específicos para essa área não são tratados no material.
- Empregadores: a volatilidade econômica no agro pode influenciar a atividade econômica regional e, indiretamente, a demanda por serviços e mão de obra no setor.
Conclusão
O conjunto de informações reforça a importância de acompanhar de perto o crédito rural, bem como as dinâmicas regulatórias e de preços que afetam o agro. Contar com orientação contábil e estratégica pode ajudar empresas, produtores e empregadores a tomar decisões mais pertinentes, com foco em gestão de risco, planejamento financeiro e conformidade. Acompanhar o tema com o suporte de profissionais da contabilidade continua sendo uma prática recomendada para enfrentar o cenário atual.
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